Relógio

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Eleições 2008/JF

Como foi o primeiro turno e como será o segundo.

O jornalista Michael Guedes, que possui experiência na assessoria de políticos e candidatos, sobretudo em época de eleição, concedeu uma entrevista sobre o primeiro turno das eleições 2008 de Juiz de Fora, onde fala também sobre o que espera para o segundo turno.
De acordo com Michael, este primeiro turno não teve desvios éticos, exeto por um caso envolvendo o candidato a vereador Castelar, do PT, que foi eleito. Teria sido encontrada em uma Kombi do vereador uma agenda contendo dados como telefones e endereços de diversos eleitores, mas o caso ainda não foi julgado.
“Os candidatos preferiram não arriscar” afirmou o jornalista.

Quando questionado sobre a estratégia do candidato Omar Perez, do PV, o jornalista respondeu:
“Omar partiu para uma estratégia kamikaze, pois para ele seu ponto positivo era a capacidade de se comunicar, e resolveu explorar isso com radicalismo.
Esta estratégia serviu a Margarida, pois ele batia nos outros candidatos por ela, isso não foi articulado entre eles, mas foi bom para Margarida, que não precisou criticar os outros candidatos e pode manter-se focada em sua campanha.

Pergunta:O apoio de Omar Perez pode prejudicar Margarida?

Resposta: Os 6% de votos conseguidos por Omar não podem ser desprezados, mas o apoio do candidato é um risco para Margarida devido a grade rejeição dos eleitores a Omar, o que pode ser prejudicial, sobretudo se ele tiver participação incisiva na campanha. De qualquer forma o apoio não pode ser desprezado.

P: E o apoio do PMDB, o terceiro partido mais votado para prefeito no primeiro turno. Qual dos candidatos, Custodio ou Margarida, você acha que ele vai apoiar?

R: Quanto mais tempo o PMDB demorar para manifestar apoio, mais ele ganha, pois dessa forma o partido deixa evidente sua importância, o que pode ser crucial na negociação de secretarias após as eleições.
O natural seria o PMDB apoiar Margarida, pois é assim na esfera federal, e eles não tem rupturas, como acontece no caso do candidato a prefeito do PMDB Tarcisio Delgado com o candidato do PSDB Custodio Mattos, que já se desentenderam.
Naturalmente PT e PMDB são grupos mais próximos, mas tudo pode acontecer. O PMDB pode aproximar-se do PSDB para mostrar ao PT que ele, PMDB, deve ser sempre valorizado e que não é um aliado incondicional. Porem a manifestação do apoio não pode ser deixada para a ultima semana do segundo turno, pois até lá os eleitores já se decidiram por um candidato.

.

P: E a propaganda no segundo turno, vai mudar?

R: O Voto no primeiro turno é mais emocional, no segundo é mais pragmático, mais pensado. Por isso é mais importante focar, mostrar o que o candidato vai de fato fazer, mostrar mais propostas.
No caso da candidata Margarida, é importante mostrar ao eleitor capacidade administrativa, já Custodio terá de utilizar uma estratégia mais agressiva no segundo turno.
Custodio trocou de marqueteiro dez dias antes do primeiro turno, isso mudou o rumo de seu programa, que começou com uma estratégia de descontrução de Margarida, que auxiliou muito Custodio e o fez conquistar mais votos e reduzir sua diferença para a candidata do PT.
Graças a essa nova estratégia do candidato do PSDB, começou o movimento pela capacidade, pela competência, que veio para combater o movimento da renovação de Margarida.
Quanto ao movimento da renovação da candidata petista, continua forte, tanto que graças a ele a candidata venceu o primeiro turno, mas Custodio vem crescendo.
Metade dos eleitores quer a renovação, um terço, que está crescendo, quer a competência, o um terço que sobra vai decidir essa eleição.

Por:
Rodrigo M. V. Barbosa



Eleição em Juiz de Fora será decidida em Segundo Turno


A eleição em Juiz de Fora.


A eleição em Juiz de Fora.

Omar Peres PV no horário eleitoral partiu para uma estratégia Kamikaze, imoral e covarde. Ele explorou muito o diferencial de campanha que tinha, mas acabou favorecendo a candidata Margarida do PT que estava abordando uma campanha que como abordagem inovadora, que acabou tendo a maioria dos votos e indo para o segundo turno junto com o candidato Custódio Mattos do PSDB

O voto do segundo turno é um voto mais pragmático, tem mais sentimento tem mais importância e é totalmente decisivo. E a atuação do candidato quer que o candidato mostre o que ele irá fazer, vai mostrar o enfoque que cada um vai seguir e trabalhar muito em cima do eleitor. O segundo turno é totalmente decisivo e faz com que os candidatos mostrem para que ele vieram, utilizando um marketing forte e com novas estratégias de campanha para ganhar o candidato.


Já o PMDB de Tarcisio ficou com 21% dos votos no primeiro turno e agora ele vai decidir quem vai apoiar no segundo turno. Tarcisio pode apoiar Margarida o que parece o mais provável, mas dentro do mundo da política os interesses são grandes e o valor do seu apoio é algo a ser conversado até durante essas semanas. O que pode ser interessante para Custódio, que pode correr atrás do apoio de Tarcisio oferecendo propostas que possa ser maiores do que a de Margarida, deixando a expectativa para o segundo turno dia 26 de Outubro.



O marketing é muito importante, o candidato Custódio com a desconstrução da candidata Margarida fez com que subisse de 20% à 28% e se deixou a apenas 12% de diferença no dias das eleições, o que mostra que o candidato vai vir com tudo nesse segundo turno, e deve continuar atingindo a candidata rival com o seu discurso hostil.


Para o resultado dos outros candidatos Click - AQUI



Também esse ano em Juiz de Fora alguns Fiscais de partido foram presos por boca de urna. Antes as pessoas podiam ficar 100 metros da zona eleitoral fazendo panfletagem e boca de urna já na nova lei, que é muito mais rigorosa e faz com que as pessoas não possam mais fazer nenhum tipo de boca de urna, panfletagem ou pessoas que tentem fazer esse trabalho perto das zonas eleitorais.

A nova lei faz com que deixe um fiscal por partido fique em cada zona eleitoral zona eleitoral como representante. O fiscal pode ficar na zona eleitoral com a camisa do eleitorado o tempo que ele quiser, mas não pode fazer nada que seja considerado boca de urna ou que influencie na decisão de voto dessa pessoa, mas se fazer pode ser preso.